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Um Yoda Pra Chamar de Seu

Jedi em Dobrar Papéis

Eu fiz um Mestre Yoda de origami!

Sempre achei sobrenatural a habilidade do povo oriental. Admiro muito sua paciência, auto-controle, disciplina e determinação. A cada novo origami que faço, tenho mais e mais certeza de que, estas, são mesmo as características que determinam sua genialidade … Mestre Yoda Origami ®

… e que esses japoneses são mesmo de outro mundo.

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O Cortejo Das Tradições

A magia do Jongo e outros ritos folclóricos.

Danças, cantigas e orações.

Em uma manhã de sábado, fui acordado por minha tia que dizia ter um evento bacana para ser fotografado na cidade. Ao chegar no local do tal evento tive uma grata surpresa: folclore ao vivo, e em muitas cores.

Haviam rodas de Jongo, Capoeira, Folia de Reis e outras mais, espalhadas por todos os cantos da praça. Muitas pessoas celebrando, fotografando e admirando todo aquele belo ritual.

Extasiado, circulei lentamente pela praça apreciando cada roda, cada dança e cada movimento.

Não sei bem explicar porque, mas me sentia como quem estivesse recebendo uma importante visita. Era tanta beleza, tanta variedade de cores e cantos que confesso ter demorado um pouco pra retornar à realidade e começar a registar essa emoção.

O Cortejo das tradições me proporcionou muitas das mais belas imagens que registrei até aqui.

A menina na roda de capoeira foi a primeira imagem a qual meus olhos se renderam. A pequena devia ter uns 9 anos mas jogava capoeira como gente grande. Gingava e golpeava com tamanha dedicação e agilidade que parecia seu próprio mestre.

Um menino observava admirado a dança tentando acompanhar com as mãos o compasso dos atabaques que,  junto às vozes da roda, ritmavam e conduziam os capoeiras.

Enquanto isso, ao meu redor, dezenas de máscaras, fantasias e cores, dançavam coreografias encantadoras e citavam lindos versos em cordel. Hipnotizado, tentava manter a concentração o máximo que podia para não perder nenhum daqueles quadros que se desenhavam à minha volta.

E no meio deste arco-íris musical, a magia e devoção.

As rodas de jongo entoando seus ‘pontos’ acompanhada por tambores consagrados, a banda da Folia de Reis mesclando juventude e experiência, uma celebração que mexia com todos nossos sentidos, transcendendo o tempo e o espaço.

A certa altura, já não mais apenas congelava instantes, era parte de um todo que se manifestava ali naquele lugar. Fazia as fotos instintivamente, quase sem perceber.

Porém, de repente, me deparei com uma luz vinda de dentro de um menino. O pequeno jongueiro era a síntese perfeita de tudo que vivi naquele dia. Parecia um anjo, de olhar forte e compenetrado.

O curioso é que naquele instante me vi totalmente consciente. Não havia transe, não havia som, nada. Era como se o pequeno anjo tivesse se materializado bem ali em minha frente, me surpreendendo, afim de estimular minha lucidez  pra que eu pudesse entender um recado e guardá-lo pra sempre em minha mente e coração.

O pequeno Erê me dizia que havia uma estrada a seguir, um longo e novo caminho. Nela, haveria luz, poesia …

… E ali na frente, um novo encontro marcado.

Dancei, rezei, me emocionei, fotografei …

… Foi mesmo um dia inesquecível.

O Novo Antigo

Prédios históricos de Piraí …

… que não foram “tombados”, e sim restaurados.

Piraí foi fundada em meados do século XIX, na época do ‘Ciclo do Café’, na região sul-fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A cidade não cresceu muito, porém desenvolveu-se e perdeu a maioria de suas edificações originais. Todavia, algumas delas, talvez as mais importantes, resistiram ao tempo e foram reformadas destacando-se na paisagem da cidade.

 

A Prefeitura Municipal, que de 1838 a 1917 foi sede da cadeia e do tribunal municipal, recebeu novas cores e teve sua praça remodelada.

No início do século XX a cadeia foi transferida para o prédio da foto abaixo, onde atualmente funciona a Casa de Cultura de Piraí.

O Hospital Flávio Leal ganhou uma reforma completa. Foi ampliado, ganhou novos aparelhos, nova decoração e até um memorial contando a história de sua fundação com depoimentos e fotografias.

 

 

 

A Dona da Praça

A mais antiga residente da praça …

… em uma aparição cada vez mais rara.

A Praça da Preguiça é uma das mais antigas e mais visitadas de Piraí. O nome é uma homenagem à sua mais querida moradora, a preguiça, conhecida também por bicho-preguiça.

Em uma manhã de domingo, saí para um passeio fotográfico. Rodei pela cidade e quando cheguei na praça deparei-me com um cena singular: a preguiça, no gramado, ao pé de uma palmeira, preparando-se para a subida.

O dia estava lindo, a luz estava ótima, uma oportunidade única que precisava registrar.

Entre as pequenas palmeiras, segurando-as com suas garras, a preguiça ajeitava-se afim de conseguir a melhor posição para o início da escalada, ou, quem sabe, uma pose para a fotografia.

A Dona da Praça (Bicho-Preguiça)


O olhar atento media a distância a percorrer na subida.

Perfil
Perfil

 

Enfim, ela inicia a jornada.

Início da subida

 

Sobe determinada e sem pressa.

Devagar se chega ao topo

 

Ao chegar no topo, a preguiça escolheu cuidadosamente alguns frutos para seu café-da-manhã. A refeição levou algum tempo, a preguiça parecia apreciar cada fruto como se não houvesse mais nenhum outro no mundo. Encerrei a sessão de fotos e fiquei observando mais alguns minutos, agradecido por aquele momento.

café-da-manhã


Primeiras Imagens

Piraí, onde tudo começou …

Foi em Piraí onde dei os primeiros passos …

Subia o morro do Cruzeiro quando em uma parada para recuperar o fôlego resolvi contemplar a vista da cidade. Estava de costas pra ela e assim que me virei deparei-me com esta imagem.

Piraí (RJ) - Vista Panorâmica

Na fotografia acima temos um visual privilegiado que nos permite vislumbrar toda a área central da cidade contemplando também um pequeno setor da represa e do rio Piraí.


Piraí é uma cidade cheia de praças antigas que preservam um pouco do ar bucólico que sempre foi característica marcante da cidade. A maioria dessas praças foram reformadas. Estão mais espaçosas que em outros tempos, possuem novos brinquedos e menos área verde, porém continuam sendo um ambiente familiar agradável e ainda proporcionam à crianças e adultos momentos de alegria e descontração, e também belas imagens.

Nova geração

Novos Brinquedos da Praça

Fotografei quase todas as praças da cidade. Sempre procurando novos ângulos, novos momentos e experimentando os recursos da máquina, aos poucos percebi que podia fazer fotografia de várias formas.   Adquiri um gosto pessoal pelas fotos em ‘preto e branco’ e sépia, e também as ligeiramente difusas em suas extremidades.

Praça da Preguiça

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A partir daquele instante foi uma descoberta a cada imagem e não parei mais.

Nos próximos posts continuarei contando esta estória e tantas outras através das imagens que fiz e farei. Quero compartilhar minhas experiências e trocar idéias com todos aqueles que tiverem interesse. Sua opinião, sugestão e crítica será sempre bem-vinda e importante para que eu possa fazer este espaço crescer e transmitir a todos uma mensagem positiva através da minha arte.

Te espero nos próximos posts! Abraço!

Felipe Leal

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